Sexta-Feira, 15 de Setembro de 2017 às 17:13 - Atualizado em Sexta-Feira, 15 de Setembro de 2017 às 17:56

Professores entram em greve por tempo indeterminado em Belém

Professores do estado entraram em greve por tempo indeterminado. Eles aguardam uma resposta do governo do estado para reunir e entrar em um acordo quanto ao piso salarial, que, segundo eles, não aumenta desde 2015. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sinteep), hoje, um professor recebe R$1.917,00 para 200 horas/mês, valor estabelecido em 2015 que até hoje não foi alterado e deveria estar em 2.298,00 para 200 horas/mês. 

“O governo diz que já paga, continua insistindo numa tese pra ganhar tempo e para continuar mantendo o calote contra a nossa categoria”, diz o coordenador do Sinteep Alberto Andrade. Segundo ele, entre as reivindicações dos trabalhadores da educação também estão às reformas das escolas e a garantia de 200 anos letivos.

Houve tentativa de conciliação entre o Sinteep, procuradores da união e desembargadores do estado. Do lado de fora do Tribunal de Justiça, trabalhadores também se reuniram. Na última quarta-feira (13), em despacho, a desembargadora Luzia Nadja Guimaraes do Nascimento determinou que o Sinteep se abstivesse de deflagrar nova greve, ou retomar o movimento grevista, já suspenso até o julgamento dos mandados de segurança.

A greve deflagrada no dia 31 de agosto começou e não houve acordo. Por isso, continua por tempo indeterminado, segundo o Sinteep, até que o governo se posicione quanto ao cumprimento do piso salarial. Nos próximos dias os trabalhadores devem se reunir para debater os rumos da greve. Enquanto isso, 20% dos professores continuarão parados.

A Justiça determinou que 80% dos trabalhadores devem manter as atividades em sala de aula. “Nós estamos cumprindo tudo que está sendo determinado pela Justiça. Mas, mais do que isso, a nossa vinda aqui foi na perspectiva de chegar a um consenso do que fazer, de uma suspensão da greve a partir de uma conciliação. Nós temos o entendimento de que, quem deve, é o Estado. Esse é um entendimento que o próprio tribunal já deu por 22 votos a 0 no ano passado e esse ano de novo no recurso do governo”, diz o coordenador do Sinteep.

Reunião com a SEDUC

Trabalhadores e estudantes foram até o prédio da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) para tentar uma reunião com a secretária de educação, mas foram atendidos apenas por uma comissão. “Precisamos de aula. Não deveria ter uma paralisação assim, por nada”, diz o estudante Eythan Mateus Santos. “Eu moro em Santa Bárbara. Acordo quatro da manhã e venho para Belém e fico aqui esperando aula que não tem. Perco aula, pago passagem, fico cansada”, diz Emilly Mota.

Em nota, a SEDUC disse que a desembargadora Luiza Nadja Guimarães informou ao governo e ao Sinteep que está mantida a decisão liminar que determinou que o Sinteep mantenha 100% das aulas do 3º Ano do Ensino Médio, e 80% das aulas dos demais alunos, para que os estudantes não sejam prejudicados e que depois de encerrada a sessão de conciliação, o processo segue agora para deliberação da desembargadora.

Sobre o piso salarial, a nota diz que a remuneração média de um professor com 200 horas é bem acima do piso atual do magistério, e que se concedido o reajuste no vencimento-base, a folha se pagamentos do estado sofreria um impacto de 38 milhões de reais por mês.

Tag's: seduc, greve, profesores, educação

Fonte: G1

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