Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017 às 16:15

Conflitos em áreas rurais atingem todos os municípios no Amapá

Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizou um levantamento que constatou a existência de conflitos em áreas rurais nos 16 municípios do Amapá. Os maiores números de registros são nas cidades de Tartarugalzinho, com 17 e Macapá que tem a ocorrência de 15 confrontos, envolvendo quase 1,2 mil famílias. Os conflitos ocorrem em quase 60 áreas. 

 

 

Os dados fazem parte do Atlas de Conflitos na Amazônia que será divulgado ainda em outubro. O registro é superior em relação a 2016, quando números são do relatório "Conflitos no Campo Brasil" apontaram que 12 cidades somaram 47 áreas em conflitos. 

 

Em todo o Brasil, no ano passado, foram 61 assassinatos, 74 tentativas e 200 ameaças de morte relacionadas a conflitos por terras. Nenhum registro de morte foi no Amapá, mas o coordenador da CPT no estado, padre Sisto Magro, informa que em 2017, o caso tem ficado mais violentos. 

 

“Já tivemos registros de confrontos com violência em 2017, em que muitos agricultores foram ameaçados por empresários de outros estados que tomam propriedades da União para si. Eles cercam a área e impedem que comunidades tenham acesso para fazer a colheita, plantio e até pesca”, destacou. 

 

Nos últimos anos, as principais causas apontadas para resultar em conflitos no campo no Amapá, são a "ocupação ilegal de terras públicas, trabalhos realizados sem o devido licenciamento, concessões irregulares de licenças ambientais e a omissão dos poderes", diz a CPT. 

 

 
 

O levantamento mapeia conflitos que ocorrem em terras no Amapá desde a década de 80, por posse de terras. Há registros também de áreas de rios que foram tomadas por empresários, segundo relatos de moradores da região, reforçou Magro. 

 

“Há conflitos que ocorrem há muito tempo no Amapá e outros são mais recentes, como por exemplo, em áreas em que tem plantio de soja. Há também conflitos por água, sobretudo em áreas de atuação de hidrelétricas como Porto Grande e Ferreira Gomes, em que impactos ambientais foram registrados, prejudicando as comunidades”, destacou. 

 

Segundo o levantamento, em 2016 o número de famílias expulsas de áreas em conflito no estado chegou a 19, além de outras 429 que foram ameaçadas de despejo. Quatro propriedades foram destruídas. 

Tag's: Conflitos, municípios, terra

Fonte: G1

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